Depois de uma saga que não recomendo pra ninguém ( São Paulo- Madri- Milão-Pisa), cheguei viva, sã e salva na cidade da torre torta. Bom, avião é sempre aquele tédio, cheguei em Barajas e a zona era completa. Um monte de gente perdeu a conexão e eu só não fui parar em Estocolmo porque sou insistente. No final, descobri no vôo pra Milão Giovanni, calabrês birutinha ( ops, pleonasmo, todos os calabreses são doidinhos) que estuda Direito em Pisa, e essa criatura me rebocou até a Toscana. O fato é que o Giovanni tinha comido algo de estragado e estava passando mal, mas mesmo assim veio falando de Milão a Pisa, com direito a uma parada na segunda estação de Florença, de onde vi o Duomo.
Cheguei em Pisa mais morta que viva, e fui resgatada por Patrícia, outro anjo em forma de gente, que me hospedou nesses primeiros dias. Além de cama, mesa e banho, Patrícia foi comigo procurar lugar pra ficar, forneceu passagem de ônibus e até bicicleta me arrumou. Ou seja...
No final, aparentemente consegui alugar um quarto na casa de uma velhinha, que nesse domingo desapareceu. Estou um pouco ansiosa com isso, mas acho que tudo correrá bem.
Fui super bem recebida no Instituto de História da Arte da Universidade de Pisa, o famoso San Matteo. A biblioteca de lá é excelente e o acesso é livre. Também fui na Scuola Normale Superiore, a outra biblioteca de Babel, e com um euro você consegue a carteirinha. Enfim, acredito que a pesquisa vai correr de vento em popa.
Ontem fomos jantar, sorvete, e vi Pisa by night, super agradável. Pisa é um sonho, molto carina. E a torre? Realmente, a torre é torta. O Campo dei Miracoli é um lugar celestial, o Batistério e o Campo Santo, além da Catedral, fazem felizes o coração de qualquer um, principalmente de quem é historiador da arte mirim. Estou muito feliz de estar aqui e ter a oportunidade de pesquisar, ainda que rapidinho, tanto na Universidade quanto na Normale. Ah, sim, eu chorei muito depois de ter visto a torre.

1 comment:
quero ver a torre torta também
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