Agora que passou posso contar. Fiz exames e apareceu uma suspeita de câncer. Vocês podem imaginar o desespero, a angústia e o desamparo que senti nas três semanas em que esperei o resultado da biópsia. O povo amigo de sempre ajudou e a barra pesou, ma non troppo. Ontem fiquei sabendo que o troço era, como se diz, benigno.
Eu não contei antes aqui no Meio porque depois de dois assaltos, ficar sem bolsa, crises existenciais múltiplas e problemas variados, os queridos leitores iam se encher de tanta patacoada acontecendo com a panda. Preferi sublimar e escrever os textinhos poéticos aí de baixo, pra falar de coisas boas e não ficar chorando no meio do caminho, literalmente.
Pois passou o pesadelo, quer dizer, esse pesadelo, e, daqui a uma semana, vou pra Itália. Quer dizer... a passagem mais barata que consegui arrumar foi Ibéria, pára em Madri, e depois sigo para a imensa Milão. Fortes emoções aguardam a pequena panda, na terra de Dante, Botticelli, Brancaleone e imperadores narigudos.
Hoje e ontem entrei num desespero, porque tenho um monte de coisa chata pra fazer antes da ida: banco, conta, médico, PUCC, e convencer os germânicos colegas do Gabinete de Estampas e Desenhos de Berlim que preciso ver desenho lá. Tô com medo, vocês não imaginam.
Primeiro, da movimentação toda que vai ser, segundo, porque eu tô de FAPEPANDA, os recursos estão exíguos, pra não dizer mínimos. Ou seja, não percam o próximo episódio da saga, A fome da panda na Toscana.

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