
Mais um ano, e a gente aqui no Meio do Caminho! Saudações dantescas da velha e sempre rabugenta panda. Pior que eu sempre acho que ninguém me lê, e sempre tem um perdido que ainda lê esse cantinho da selva oscura internética. Enfim, tem gosto pra tudo!
Andei pensando muito sobre o problema que me move, e que moveu meu grande mestre tiozão ( claro que, no caso dele, com competência e brilho para mover séculos e séculos, no meu caso pra divertir umas cinco pessoas no máximo): o problema do mal. Tem gente que veio ao mundo para atazanar a paciência do alheio. Infelizmente para nós, os que não atazanam ninguém ( ou no máximo cinco pessoas) neguinho que é sangue ruim parece brotar do chão que nem cogumelo. Agora, infelizmente para eles, parece que o Inferno, e não o Haiti, é aqui.
"Inferno è qualunque luogo ove siano dannati. E dannati son quelli che hanno perduto, senza speranza, la loro beatitudine. La vita sulla terra senza la beatitudine è inferno."
Bruno Nardi, in Dante e la cultura medievale. Roma: Editori Laterza, 1985, p. 41, nota 104.
Acima, Saída da Vida Pecaminosa, óleo sobre tela de Eliseu Visconti, 1896, 100 x 62 cm. Um outro óleo, com o mesmo tema, está na grande exposição dedicada a Visconti, até final de fevereiro, na Pinacoteca.

No comments:
Post a Comment