Hoje, apesar do desânimo geral, irrestrito e absoluto, cumpri parte de minhas funções pandísticas, como estudar francês, fazer planos de dominar o mundo através do estudo sistemático e persistente da obra do tiozão narigudo e encher a paciência alheia em vários momentos do dia.
Caiu um toró daqueles, em pleno dia de Iemanjá. Eu e messer Masiero ficamos ilhados na velha cantina da Física, conversando sobre a amizade de Oxum e Exu (maiores detalhes adiante) enquanto o resto dos orixás, santos, deuses e afins se reuniam para organizar uma nova edição do Dilúvio Universal. Enfim.
No meio de nossas idílicas conversações, tão nobre artista me indagou sobre as razões que me fizeram ir ter na cidadela potawatomi, há quatro anos atrás. Lembrei-me de um arquiteto florentino, que um dia foi a Roma e no seu retorno ao pântano natal, falava tanto, tanto da nobre cidade Eterna que foi denominado pelos colegas de Cronaca (crônica, narrativa) di Roma, ou só Cronaca mesmo. Eu sou a Cronaca das velhas edizioni vistas às margens do Michigan, enquanto eu não tiver novas aventuras dantescas vão as velhas mesmo. Daí lembrei-me de postar uma pequena imagem, detalhe de uma das xilogravuras do incunábulo ( os livros de 1460, data da invenção da prensa por Gutenberg, até 1500, são chamados incunábulos, do latim cuna, por serem gravados por tipos presos em grades, página por página) da Comédia de 1487, Bonino Bonini, em Brescia.
Essa foi a primeira edição totalmente ilustrada da Comédia. Detalhe da ilustração do Canto XVIII, onde os tios itálicos pegam carona no Gerião véio de guerra.

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