Fiz uns bifes com saladas de batata e broto de feijão pro almoço, com farofa de raspinha. Na panela onde fritei os bifes, na manteiga Aviação, pus cebola e farinha, a farinha pode ser da sua preferência, torrada claro.
Dormi uma sesta prolongada e não fiz nada de útil, em termos tese, pareceres e tradução, pra minha vergonha. Estava um pouco deprimida, porque ontem tentei ir num analista. O cara me falou coisas super foda, e quer me cobrar o olho da fuça. Saí de lá me sentindo muito pior do que entrei, chorei o dia todo e só ontem à noite, no meio da insônia de sempre, lendo uns trechos do Freud, me toquei que o cara não me entendeu em nada.
Mas esfriou. No final da tarde, fui à padaria e lá estavam todos felizes, clientes e atendentes, porque o padeiro tinha soltado pasteizinhos, fritos numa alegria pelo pessoal do balcão. Comprei petit-fours, bons pro English Breakfast da Ahmad, e fiquei procurando a discografia do Gainsbourg pra baixar. Esfriou, mandioquinha e morango no supermercado. E é isso.

2 comments:
Dentre as inúmeras sensações que seu blog desperta (riso, inquietação, curiosidade) o desejo de comer e a vontade de ir comprar cositas para cozinhar são constantes. :) Acho que temos uma relação parecida com a culinária, envolvendo improviso, descobertas e envolvimento com o dia, o tempo, o estado de espírito...
Sobre o analista: fiz terapia durante um bom tempo e tive uma empatia enorme com o terapeuta (que é psiquiatra). Acho que confiança é importante nessa relação. Não desista de encontrar alguém que te ajude a fazer as pontes necessárias neste momento.
Bjim.
A sua leitora "eventual", Deborah.
Poxa, Deborah, muitíssimo obrigada pela força e pela leitura. É legal essa relação com a culinária, né? Eu só cozinho o que eu tô com vontade, imagino que pra você deve ser assim também. Sobre a análise, eu fiz durante sete anos, duas, três vezes por semana, com uma psicanalista. Era muito legal, mas emperrei. Agora tô nessa busca, vou tentar outro profissional, e concordo plenamente com você. Beijos!!!!!!
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