Friday, November 10, 2006

Oficios

Carissimo Messer,


Ontem fui para Firenze, sua terra, pela segunda vez. Trem, Duomo, e uma intuiçao. Cheguei nos Oficios, construido pelo outro mestre em honra dos mecenas, e a intuiçao estava correta. Sem fila, sem ninguem, adentrei nas galerias do predio cinzento.

De sala em sala meu coraçao batia ao ver as obras de mao dos outros mestres. E me perdi no meio de tanta beleza conhecida nos livros e em sonho. Mas a sua sala nao avistei. Cai no outro corredor, diante do Tondo Doni, de um dos alunos do Jardim de Lorenzo,o Magnifico. E nada. Uma senhora me informou onde o senhor estava, sala 10-14.

Na terceira porta, depois de fra Fillipo, eu avistei a beleza vindo ao mundo, chegando nua de seu nascimento na praia. Sozinha. A intuiçao estava certa, e tive vinte minutos de solidao frente ao esplendor.

Carissimo mestre, nesses anos de convivio sempre sonhei com o momento de ve-lo pessoalmente, em meio a corte da Adoraçao Lama. E ontem finalmente pude me apresentar diante de seus olhos argutos que construiram esse mundo onde a beleza é possivel.

3 comments:

Skywalker said...

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!! Também quero!!!!
Parabéns Amore!!!
Fico aqui tentando imaginar a sua felicidade ao ver a Vênus... Mas e a Primavera?

Bacio...

Ah, e o David?

Anonymous said...

você me emociona

Zé Luis said...

La derellita é o turning point. Sim, já babei diante da primavera, porém hoje ela me ne frega. Sou mais o Tomasão, junto com Piero, é claro. Influência de Tolentino? Sim, mas pensada ao pé dei freschi. Fiz um retrato de Luana, do Tago. Tomara que gostes. Aliás, acho que acertaste em pescar aquele sabor holandês nas últimas coisinhas que eu andava fazendo... deixando o sabor neo grego da toscana para encontrar as trevas... podia ser ilustrado assim: rumo a Vermeer!