
Justine vive em Montmartre, nos bares e restaurantes. Posa para artistas, e é também, ela própria, uma artista. Às vezes as coisas apertam e ela precisa arrumar um bico de costureira, mas logo ela aparece, toda serelepe, onde os homens das cores e das formas estão.
Apesar da origem muito simples, ela compreende esses homens, os seus sonhos. Sabe que os lilases de Montmartre só ficam mais bonitos com eles, e para eles. Mudos, muitas vezes imersos na sua dor, ou alegres beberrões, esses homens a admiram por ser quem ela é. E hoje, pelas mãos da fada Lili, Justine vive também numa mesa de laca branca, perto do Chat Noir de Steinlen e de um verão de Monet, num bistrô escondidinho. E dentro do meu coração tão cansado, que sonha Toulouse-Latrec.

2 comments:
Coisa mais linda de texto!!! A alma de Justine se encontra nas palavras e na imaginação de quem lê! Ela está, com certeza, morando no lugar certo!!! Bjo no seu coração!!!
Lili.
Eu fiquei honrada com sua visita, e mais honrada ainda de ter recebido Justine.
Não tinha visto a fotinha dela no álbum, quando vi, resolvi que ela precisava entrar aqui, nas minhas palavras. Eu e ela mandamos beijos sabor baunilha!
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