Monday, January 18, 2010

Estrelas

Fiquei nesses dias me recuperando de coisas tristes, doloridas.

Começo a pensar que cada vez que a gente encontra gente do mal na nossa vida, a gente depois precisa de um tempo pra se recuperar, pra ficar quietinho, na nossa, curando a ferida. Ontem comprei rosas muito bonitas, e fiquei na minha, tomando chá e ouvindo música árabe, pensando no jantar maravilhoso que eu tive no Tenda Árabe com o Michel. Eu quero meu coração batendo inteiro, limpo.

Fucei e achei no Orkut uma comunidade muito legal de música árabe. O povo fala mal do Orkut, mas em termos dos colecionadores de músicas, aquilo é o canal. Você encontra gente carinhosa que ripa LP, e posta preciosidades, pérolas da boa música do mundo todo. Já agradeci, aqui, no Meio, várias vezes, a esses anjinhos do MP3, e agradeço mais uma vez: porque não é pirataria o cara pôr o link da primeira gravação, de 1910, da canção Salma Ya Salama, um dos hinos da canção árabe, na voz do compositor, egípcio, Suef Derwish, ou de melodias que remontam aos tempos que o Califado de Bagdá mandava na Península Ibérica.
Mas voltando. A grande cantora do mundo árabe é a libanesa Fairouz, que, mesmo nos tempos mais duros da Guerra Civil, permaneceu em Beirute, e que canta pra cristãos, muçulmanos, músicas tão bonitas que parecem sonhos. Ela é conhecida como Embaixadora do Líbano nas Estrelas: acho que o título já diz tudo. Ela foi casada com um grande compositor e músico, Assi Rahbani, que, junto com seu irmão, compôs trilhas sonoras de filmes, operetas, peças de teatro, que eles encenaram em vários países durante décadas. Hoje, ela trabalha com músicas do filho dela. A voz dela parece vinda do Paraíso. Abaixo, uma dessas composições dos Rahbani, por Fairouz. A delicadeza disso...

http://www.4shared.com/file/108012992/5705fae5/16_Nassam_Alayna_El-Hawa.html

2 comments:

Anonymous said...

Mudando um pouco o ditado: "Don't get sad, get even".

E os proibidões da Al-Qaeda? Já achou?

Maria said...

Já falei que não tem música da Al Qaeda.