Friday, January 02, 2009

Brilliant disguise, ou como pandas saem de bad trips

Espero que todos vocês tenham passado bem o reveillón. Eu passei, sim, ao lado de gente muito amada e com muita comida e bebida, e muitos fogos.

Passado o feriado, voltei para minha toca e meus afazeres da minha panda vida, agora vida de panda concurseira. Para meu desespero, tenho provas já no início deste janeiro, o que me impediu de esticar o feriadão e ficar no dolce far niente, na rede tomando água de coco. Precisava arrumar material pra dois pontos dignos de Hércules, e no final acabei meio cansada e tendo umas bad trips de cansaço mesmo.
Daí no meio de uma bad trip, eu resolvi fuçar coisas no Youtube, sempre ajuda a gente a se distrair e parar de noiar em coisa do passado, coisa que não dá pra resolver, coisa inútil e/ou tudo isso junto. Decidi procurar o clipe de Brilliant Disguise, que é uma das minhas canções favoritas e que eu nunca tinha visto.
Todos sabem que um dos meus ídolos, além do tiozão narigudo renascentista, é o tiozão ítalo- batavo-irlandês de New Jersey. Eu sou fã do Bruce Springsteen, tenho tudo de todas as fases dele, mas talvez uma das canções que mais me emocionam dele é essa do disfarce brilhante. Ele escreveu essa música quando estava se divorciando da primeira mulher, uma modelo-atriz belíssima,entre 1987 e 88, porque havia se apaixonado pela Patti Scialfa, guitarrista e vocalista da sua banda, uma mulher bonita mas que não estava no padrão bonequinha de luxo da outra.
O primeiro casamento do cara, segundo consta, foi um desastre tão grande que ele paga uma nota até hoje pra ex-mulher não escrever um livro tell all, enfim. Daqueles desastres tão desastrosos que ninguém acredita que aconteceram. E ouvindo essa música de novo, pela milionésima vez, fui salva da minha bad trip totalmente.
A gente entra em tanto labirinto de sentimento, depois pra sair tem que achar o fio de Ariadne, ou melhor, uma música do Bruce...

No comments: