Friday, October 26, 2007

Cheek to cheek

Hoje eu acordei chateada pra variar. A universidade me deixa doente. Essa semana eu tive que permanecer mais do que o usual dos últimos tempos na cidadela zeferinítica. Daí eu fico com surtos de pânico, porque os últimos anos foram difíceis demais. Muito trauma pra uma panda só. Na minha terapia, discuti o fato de que preciso sair da Unipunk por uns tempos. Será bom. Todos os meus projetos a curto, médio e longo prazo não tem Unipunk no horizonte. Pela primeira vez em treze anos, dá um vazio e uma sensação de derrota, que eu sei, são ilusórias.
Na semana seguinte que entreguei minha tese, recomecei a dar aulas no velho canavial. Hoje por exemplo era a aula de Bernini escultor, que ficou da semana passada porque troquei os horários. Enrolei, e cheguei em cima da pinta, Begin the Beguine no i-pod, Ella é tão delicada.
Daí notei que tinha, no caminho, cantado junto com o Frank Cheek to cheek. Tão bom ouvir essas coisas. E me dei conta que já sou uma pessoa diferente de anos atrás, quando eu só ouvia rock e mpb, agora o jazz entrou na minha dieta. Em leve minueto, como escreveu Clarice, entrei no IA com Ella e Frank, que saudade de Chicago, que saudade de tanta coisa, e tanta coisa ainda boa por vir.

2 comments:

QVINTVS FABIVS PICTOR said...

Bem que Catão dizia: "estudar faz mal (e destrua-se cartago)".

Fico feliz que o seu humor esteja melhorando com seu afastamento (ainda que temporário) desse mistura de universidade e kriptonita. Se você está cantando Cheek-to-Cheek não pode estar de tão mal humor assim! :)

Maria said...

Ó Pictor, as balzaquianas que amam jazz te saúdam!

O bom de ser mais velho é isso. Tudo nos alegra, e principalmente a fantasia de um bom cheek to cheek. Hahahahahah...