E com os meus votos mais ardentes de um 2011 feliz para todos...Hoje tive a felicidade de passar a virada na casa de uma amiga muito querida, que eu chamo de cabeçudinha, carinhosamente. Ela é muito fofa, e apelidou a velha panda de pandola. Pois então. No meio do caminho, no meio da ceia, minha amiga falou pra tia, olha, essa pandola aí é especialista em Dante Alighieri.
Fiquei toda feliz por entrar em 2011 com o meu lindo ao meu lado, e depois de comer muito e encher a fuça de prosecco e champanha, repenso a velha história do "eu sou eu e as minhas circunstâncias". De fato, tem coisas que eu não vou conseguir mudar: o fato de ser panda, de ter sofrido como os monges do Tibete e o fato de amar desesperadamente um homem que morreu em 1321. Mas é sempre possível começar, ao lado do que se é e do que foi, a olhar para o futuro. E a imaginar, sempre, novas constelações com as mesmas estrelas.
Acima, Retrato Alegórico de Dante Alighieri. C. 1530, autor desconhecido. Óleo sobre madeira. Washington, National Gallery of Art.

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