Esse calor tá matando e tá deixando todo mundo louco. Não consigo dormir e estou num cansaço inacreditável, imagino que os queridos leitores do Meio estão me lendo embaixo do ventilador.
Resolvendo pinimba. Seguro do carro, PUCC ( que foi um horror), e finalmente a panda resolveu encarar um tratamento dentário, sério, no CECOM. O dr. Ricardo, que foi o dedicado profissional que tirou meus sisos, há muitos anos atrás, muitos mesmo, me deu uma das maiores broncas que eu levei na vida. Merecida. A panda é desmiolada no quesito saúde. Acordei ontem e hoje num mal estar, num cansaço novo pra mim, mas rumei pro CECOM, e assim vai ser. Preciso passar no banco, e esqueço a maldita senha da PUCC em casa.
E assim, aos trancos e barrancos, acabo 2006. Ano comprido, custou a passar pra mim, coisas muito, muito ruins, e coisas muito, muito boas. Como contrabalançar a dor pela amizade perdida, com a visão da torre torta? O sofrimento da suspeita do câncer, com a alegria de ver o Duomo? O rostinho dos meus queridos e queridas e os assaltantes? O dente quebrado, a mancada, o sorriso? As lágrimas e as alianças, antigas e novas? O Prado, o Thyssen Bornemisza, os Uffizi, os dois relatórios FAPESP, qualificação, artigos, congressos, Toscana e Minas Gerais? Curso de maquiagem, Hermes Trimegisto, músicas no i-pod, insônia, cozinhar, os segredos passados e futuros? Principalmente segredos, esses dentro do coração. Não é pra menos essas olheiras panda, no dia de hoje.
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