Sunday, June 11, 2006

Minha cabeça tá virando fumaça

O título diz tudo. Hoje acordei brava, falando, como se estivesse numa discussão, do "estreitamento lingüístico" ocorrido na tradução, quando da escrita dos Evangelhos ( ????) da experiência histórica vivida em aramaico ( ??) porque a koyné ( o grego geral, usado na época da Roma imperial) tinha menos verbos (????) que o aramaico. Ou seja, tô virando figurante da Santa Ceia, um horror.
Em verdade vos digo, caros leitores, que o negócio ficou feio pro meu lado. Sei que muitos, em contatos telefônicos, via msn, etcs, etcs, procuraram me acalmar e me mostrar que a situação não é tão trágica. Concordo que há situações muito piores no mundo, blablabla, mas a minha angústia não é existencial. Eu me alegro com cada manhã que nasce, com a comida na panela e com café com leite. Meu problema é político. As instituições públicas de ensino superior nesse país foram e estão sendo sucateadas, precisamos defendê-las da invasão bárbara dos cursinhos da vida, mas meus caros, precisamos também reconhecer que tais instituições são umas verdadeiras casas da mãe joana. Agência de fomento então nem se fala. A experiência que estou tendo, todo mundo tem, mas isso não significa aceitar a baixaria como regra. Vivemos situações absurdas, dignas do Castelo do Kafka, e beleza?
Por isso procede a sugestão de Dani, num comentário à última postagem. Precisamos criar um grupo terrorista, o Panda Power. Os integrantes do Panda Power, vestidos de panda, invadirão FAPESP, CNPq, reitorias, DAC, bandeijões, e distribuirão pirulitos para todos. Falando sério, a situação do pesquisador, do professor, do aluno, e também dos funcionários ( tem muito funcionário que trabalha para 57 colegas não trabalharem) tá preta.

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