Velho Spielberg, quero dizer. Guerra dos Mundos, se tem alguma coisa boa, é essa: ser um Spielberg. Para o cineasta, não existe nada de heróico na condição norte-americana: o mundo acabando, e os caras querendo ir de carro, e pegando a arma debaixo da cama. A cena do linchamento, a luta insana pelo automóvel, que termina com um revólver na mão, é um achado digno das velhas preciosidades do Spielberg.
Não achei um filme pró-Bush, muito pelo contrário. Mas fiquei triste: tem uma hora que o filme derrapa feio, não sei porque o pessoal teima em mostrar os ETs na tela, sempre magérrimos, verdes e maus. Sinais, do Shyamalan, peca por isso também. Agora, a ironia de uma invasão que começa inesperadamente, e termina por um acaso... e os ETs que tem no nosso sangue o combustível deles...
Pra completar, a menininha, Dakota Finning, é uma chata de galocha ( pra citar Stanislaw Ponte Preta, criança prodígio é sempre um pé no saco) e o Tom Cruise, com Katie Holmes ou sem, é sempre muito, mas muito chato.

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